domingo, 12 de setembro de 2010

Respondendo Comentário do dia 30/09

Comentário da professora Nádie:

Oi querida,

Muito interessante este resgate da tua trajetória, partindo de questões bem abrangentes, como o processo de alfabetização, para um foco mais específico que identifica professor e aluno numa relação afetiva. Acredito que a orientação de hoje contribua para clarear as tuas certezas provisórias quanto a pergunta e te permita avançar na busca de autores que discutem teoricamente esta temática. Como uma pequena contribuição, valorizando o teu esforço por compartilhar conosco, deixarei um questionamento sobre os teus registros de estágio. Focalizando na afetividade, tu terias dados já coletados do período de estágio? Que evidências tu poderia pensar inicialmente sobre isso? Quero destacar que nada impede que colete ou complemente os dados agora (através de entrevistas, observações, questionários, etc). Mas, apenas para que eu também possa olhar os teus registros anteriores de forma mais qualificada e entender a tua motivação eu gostaria de uma "pista", ok?
Um grande beijo e votos de um ótimo trabalho!
Profa. Nádie

Respondendo o comentário:

Realmente este assunto chamou bastante minha atenção durante meu estágio.

Durante este período pude perceber que muitos objetivos que pretendia alcançar em sala de aula, eram facilitados pela presença da afetividade entre meus alunos e eu.

Eu pude, aos poucos perceber, que quando há afetividade e respeito pelo aluno ele corresponde da mesma forma para conosco e isso é muito bom para o professor que consegue ter um domínio melhor da turma e também consegue desenvolver um trabalho mais articulado e com maior qualidade no processo ensino aprendizagem.

Quando digo controle da turma, não me refiro a autoritarismo mas sim conduzir um ambiente propício para a aprendizagem.

Com afetividade é muito mais fácil o aluno compreender o que se está investigando, pois ele se sente parte do processo, aceito, respeitado, valorizado, e isso contribui para a auto estima, consequentemente para a aprendizagem.

Estou convencida que isso é fato: com afetividade há um ambiente, um processo diferenciado na aprendizagem, se comparado com uma turma cujo o afeto não esteja presente.

Mas a pergunta é: Como isso ocorre? Por que? O que propicia isso? Há alguma influência social ou biológica nisso? Cognitiva talvez? É isso que quero descobrir no meu TCC. Quero descobrir como se dá este processo com embasamento teórico. E para isso tenho algumas fotos, falas dos alunos e também anotações de diário de classe. Claro que pretendo recolher mais informações para que seja possível tirar conclusões mais precisas.

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