sábado, 18 de setembro de 2010

Eixo 3 - Semana 3

Durante o terceiro semestre do curso de Pedagogia da UFRGS, as interdisciplinas estavam tão relacionadas umas com as outras que é praticamente impossível abordar temas de Música, Artes Visuais, Literatura ou Teatro sem recordar-me de conceitos trabalhados na interdisciplina Ludicidade e Educação.

A importância do lúdico no âmbito educacional foi o centro de todas as interdisciplinas relacionando todos os demais conteúdos.

O jogo dramático, a música, as histórias infantis e as artes em um todo, só serão mecanismos transformadores da realidade escolar, contribuindo para a aprendizagem, se elas estiverem dentro de uma perspectiva lúdica.

E esta interligação, ocorrida entre as interdisciplinas, foi crucial para uma maior aprendizagem e compreensão dos conteúdos, o que contribuiu para um planejamento diário de mais qualidade, focado na concepção de ludicidade e colaborando no aperfeiçoamento do dia-a-dia em sala de aula.

Com os textos trabalhados em ambas, pude refletir e aprimorar minhas idéias de como trabalhar teatro e música, de maneira a contribuir para a expressão corporal e oral, para a espontaneidade e tantos aspectos importantíssimos no contexto escolar.

No entanto, dentre todos os conhecimentos construídos durante este semestre, acredito que o que mais se destacou de forma significativa, foi a importância do lúdico na minha prática educativa, trabalhada pela interdisciplina ludicidade e educação.

Através dessas aprendizagens, percebi que existem diferentes maneiras do educador trabalhar de forma lúdica com seus educandos. Compreendi também, que lúdico não significa utilizar recursos diferenciados, como álbum seriado, retro-projetor, etc., para disfarçar a aprendizagem, mascarando esse processo. Mas sim, é criar mecanismos para que a criança desenvolva seu estado físico, intelectual e emocional, dentro de uma perspectiva que propicie a criatividade, a concentração, a imaginação, a atenção, contribuindo com aspectos importantes para o desenvolvimento integral da criança.

Todas as interdisplinas enfocaram seus conceitos numa perspectiva lúdica, fornecendo mecanismos para a aprendizagem do fazer docente em sala de aula e incorporando também a brincadeira e o jogo dramático neste contexto.

E é brincando que a criança interage com o meio em que está inserido e permite que o meio e outras pessoas interajam com ela, pois através da brincadeira, do imaginar, fantasiar e criar, a criança descobre e molda seu próprio eu.

Percebi que o brincar é um valioso mecanismo de desenvolvimento motor, psíquico, lúdico, enfim, um fator de grande importância no desenvolvimento integral do educando, pois ele é muito importante para o desenvolvimento físico, mental e psicossocial do educando, além de ser um forte aliado para o desenvolvimento cognitivo e viso-motor.

Ele faz parte da infância e através dele muitas habilidades e características desta fase, são moldadas.
Vygotsky afirma que o brincar não funciona apenas, como uma atividade que dá prazer e satisfaz desejos e necessidades da criança, mas sim como uma atividade derivada do processo da imaginação.
Sendo assim, este dispositivo maravilhoso e enriquecedor da práxis educativa, não pode ser menosprezado no dia-a-dia educacional.

A importância do brincar neste âmbito, é indeterminada, fazendo ele, parte primordial do desenvolvimento fecundo e integral da criança.

Portanto, todas as atividades, tanto as à distância, quanto as presenciais, bem como trabalhos e teorias, foram muito produtivas para minha práxis docente e também para meu crescimento pessoal.

Isso porque pude aprimorar meus conceitos de práxis e compreender efetivamnete o que esta palavra se refere, bem como seus efeitos no processo ensino aprendizagem.

Unindo a prática com a teoria (práxis), afim de melhorar as relações e os meios educacionais surgiram caminhos para que eu pudesse repensar minha ação pedagógica. E isso para mim é práxis educativa: é a reflexão/ação entre teoria/prática, não significando que a teoria está subordinada à prática ou a prática subordinada à teoria, mas sim, que é a união de ambas que proporciona a melhoria do ensino. Pois a prática "pede" teoria, precisa de teoria, porém a teoria para existir necessita da prática. Portanto, para haver práxis educativa é necessário prática e teoria se coexistir.

Obviamente, que as aprendizagens e textos deste semestre não vão contribuir de forma direta na construção do meu TCC mas foram importantes para que a compreensão do processo de construção do conhecimento fosse aprimorado e melhor compreendido, o que sim, vai contribuir para a compreensão do todo do meu TCC.