sábado, 25 de setembro de 2010

Conclusão - Semana 4

Revendo as postagens realizadas aqui neste blog portfólio, mais precisamente as postagens referentes aos eixos 2 e 3 (pois no eixo 1 não me encontrava no pead ainda), pude refletir sobre alguns temas trabalhados e perceber que atualmente vários desafios e lacunas norteiam a práxis educativa de nossas escolas e professores.

Os educadores muitas vezes trabalham dando ênfase a métodos e técnicas que em nada colaboram para o crescimento psicossocial do educando.

O professor deve ter a consciência da necessidade de trabalharmos, não apenas para formação de seres profissionais, mas sim para a formação de um cidadão ativo e participante na construção de uma sociedade mais justa e livre.

Precisamos trabalhar em prol da conscientização social. E isso só conseguiremos através de um trabalho voltado para a realidade, onde esta seja refletida, indagada e analisada dentro de um contexto real e que esteja ligada a vivencia do educando.

Precisamos nos tornar educadores transformadores. Tornando o nosso dia-a-dia em sala de aula em um momento fecundo, tendo a convicção na superação das injustiças sociais, políticas e econômicas.

E para isso, é preciso que deixemos de lado os métodos mecânicos de ensino e passemos a encarar a aprendizagem como um ato de construção, criação e invenção.

E as postagens em discussão, serviram para compreensão do processo ensino aprendizagem e como ele ocorre na criança. Além dos fatores sociais, cognitivos e motivacionais que culminam como facilitadores neste processo. No entanto, somente estes fatores não são suficientes para que a aprendizagem se dê de forma completa e significativa.

Neste caminho a percorrer, é de extrema ajuda estabelecer um plano político pedagógico firmado em concepções consistente e eficazes, centrado na realidade social e cultural do educando. Trabalhando com fatos que estão acontecendo no momento e que sejam significantes para os alunos.

Pode parecer simples e sem importância, mas trabalhando o real e o significativo e levando-o a reflexão é que iremos conseguir que o educando seja um ser pensante e participativo.

E é essa a função do professor, ser mediatizador da construção do conhecimento.

Pois só haverá uma real aprendizagem se com ela ocorrer a conscientização dos envolvidos.

E se nós professores, queremos que nossos aluno sejam cidadão críticos e participantes, cabe primeiro a nós refletir sobre nossa prática docente e participar de sua transformação, para através dela poder melhor colaborar para a conscientização destes.

É como diz o grande Paulo Freire:
“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão, mediatizados pelo mundo”.

sábado, 18 de setembro de 2010

Eixo 3 - Semana 3

Durante o terceiro semestre do curso de Pedagogia da UFRGS, as interdisciplinas estavam tão relacionadas umas com as outras que é praticamente impossível abordar temas de Música, Artes Visuais, Literatura ou Teatro sem recordar-me de conceitos trabalhados na interdisciplina Ludicidade e Educação.

A importância do lúdico no âmbito educacional foi o centro de todas as interdisciplinas relacionando todos os demais conteúdos.

O jogo dramático, a música, as histórias infantis e as artes em um todo, só serão mecanismos transformadores da realidade escolar, contribuindo para a aprendizagem, se elas estiverem dentro de uma perspectiva lúdica.

E esta interligação, ocorrida entre as interdisciplinas, foi crucial para uma maior aprendizagem e compreensão dos conteúdos, o que contribuiu para um planejamento diário de mais qualidade, focado na concepção de ludicidade e colaborando no aperfeiçoamento do dia-a-dia em sala de aula.

Com os textos trabalhados em ambas, pude refletir e aprimorar minhas idéias de como trabalhar teatro e música, de maneira a contribuir para a expressão corporal e oral, para a espontaneidade e tantos aspectos importantíssimos no contexto escolar.

No entanto, dentre todos os conhecimentos construídos durante este semestre, acredito que o que mais se destacou de forma significativa, foi a importância do lúdico na minha prática educativa, trabalhada pela interdisciplina ludicidade e educação.

Através dessas aprendizagens, percebi que existem diferentes maneiras do educador trabalhar de forma lúdica com seus educandos. Compreendi também, que lúdico não significa utilizar recursos diferenciados, como álbum seriado, retro-projetor, etc., para disfarçar a aprendizagem, mascarando esse processo. Mas sim, é criar mecanismos para que a criança desenvolva seu estado físico, intelectual e emocional, dentro de uma perspectiva que propicie a criatividade, a concentração, a imaginação, a atenção, contribuindo com aspectos importantes para o desenvolvimento integral da criança.

Todas as interdisplinas enfocaram seus conceitos numa perspectiva lúdica, fornecendo mecanismos para a aprendizagem do fazer docente em sala de aula e incorporando também a brincadeira e o jogo dramático neste contexto.

E é brincando que a criança interage com o meio em que está inserido e permite que o meio e outras pessoas interajam com ela, pois através da brincadeira, do imaginar, fantasiar e criar, a criança descobre e molda seu próprio eu.

Percebi que o brincar é um valioso mecanismo de desenvolvimento motor, psíquico, lúdico, enfim, um fator de grande importância no desenvolvimento integral do educando, pois ele é muito importante para o desenvolvimento físico, mental e psicossocial do educando, além de ser um forte aliado para o desenvolvimento cognitivo e viso-motor.

Ele faz parte da infância e através dele muitas habilidades e características desta fase, são moldadas.
Vygotsky afirma que o brincar não funciona apenas, como uma atividade que dá prazer e satisfaz desejos e necessidades da criança, mas sim como uma atividade derivada do processo da imaginação.
Sendo assim, este dispositivo maravilhoso e enriquecedor da práxis educativa, não pode ser menosprezado no dia-a-dia educacional.

A importância do brincar neste âmbito, é indeterminada, fazendo ele, parte primordial do desenvolvimento fecundo e integral da criança.

Portanto, todas as atividades, tanto as à distância, quanto as presenciais, bem como trabalhos e teorias, foram muito produtivas para minha práxis docente e também para meu crescimento pessoal.

Isso porque pude aprimorar meus conceitos de práxis e compreender efetivamnete o que esta palavra se refere, bem como seus efeitos no processo ensino aprendizagem.

Unindo a prática com a teoria (práxis), afim de melhorar as relações e os meios educacionais surgiram caminhos para que eu pudesse repensar minha ação pedagógica. E isso para mim é práxis educativa: é a reflexão/ação entre teoria/prática, não significando que a teoria está subordinada à prática ou a prática subordinada à teoria, mas sim, que é a união de ambas que proporciona a melhoria do ensino. Pois a prática "pede" teoria, precisa de teoria, porém a teoria para existir necessita da prática. Portanto, para haver práxis educativa é necessário prática e teoria se coexistir.

Obviamente, que as aprendizagens e textos deste semestre não vão contribuir de forma direta na construção do meu TCC mas foram importantes para que a compreensão do processo de construção do conhecimento fosse aprimorado e melhor compreendido, o que sim, vai contribuir para a compreensão do todo do meu TCC.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Respondendo Comentário Semana 2

Comentário da professora Fabiana:

Olá Mineide,
como conversamos no presencial, é praticamente impossível durante todo um semestre inexistir alguma situação/atividade que possa contribuir com a tua caminhada até o TCC.
Pense um pouquinho mais...
A relação afetiva no proceso ensino-aprendizagem é um tema interessante. Na disciplina de INFÂNCIAS este tema não foi discutido?
Pois sabe-se que na educação infantil este tema é bastante presente...
Continuamos conversando...
Abraços
Fabiana Leffa

Respondendo o comentário:

Concordo contigo Fabiana, quando dizes que é praticamente impossível em um semestre não se aproveitar nada para meu TCC. No semestre em questão, mais precisamente no segundo semestre, muitas interdisciplinas me auxiliaram com assuntos que de forma direta ou indireta para o embasamento do meu TCC. Estas disciplinas foram citadas na postagem anterior a esta, mais especificamente a postagem da SEMANA UM.

Também concordo que a disciplina INFANCIAS também trouxe assuntos referentes a afetividade mas não achei que eles fosse relevantes para o foco que estou investigando.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Respondendo Comentário Semana 1

Comentário da Nádie:

Oi querida,

que bom que a atividade inicial do Seminário vem te ajudando a te organizar na realização das atividades.
A tua postagem anterior auxilia o leitor a compreender, de uma perspectiva geral, quais as interdisciplinas que estás revisitando, o que é ótimo!

Porém nesta postagem tu mencionas de forma tão genérica que "[...] contribuíram e vão contribuir diretamente na construção deste trabalho" que sou forçada a te perguntar: Como? A forma como Piaget define a aprendizagem no ser humano te ajuda a pensar sobre o que no TCC? Quais os conceitos, textos dele que tu considerou mais significativos e como eles se articulam com as tuas práticas em sala de aula e com o TCC?Fiquei muito curiosa para saber mais e espero que possamos continuar essa conversa em breve!Um carinhoso abraço,Profa. Nádie

Respondendo ao Comentário:

Piaget realmente contribuiu muito para eu compreender como ocorre a aprendizagem na criança.
Ele diz que a criança passa por estágios e que estes estágios ( que todas nós conhecemos) são determinantes no desenvolvimento do indivíduo. Não é possível se pular estágios do desenvolvimento pois eles são sucessivos. Enfim, ele explica como se dá a aprendizagem considerando-se o desenvolvimento cognitivo.

Piaget também diz que a afetividade motiva as ações do indíviduo. E se há motivação sabemos que há maior interesse e isso é uma ferramenta importantíssima na aprendizagem.

Se há motivação nas ações do indivíduo ele age e articula num meio social, também importante... O que me levou a pesquisar Vygotsky. Enfim, um autor vai puxando outro e asim vou construindo uma teia de informações!

domingo, 12 de setembro de 2010

Respondendo Comentário do dia 30/09

Comentário da professora Nádie:

Oi querida,

Muito interessante este resgate da tua trajetória, partindo de questões bem abrangentes, como o processo de alfabetização, para um foco mais específico que identifica professor e aluno numa relação afetiva. Acredito que a orientação de hoje contribua para clarear as tuas certezas provisórias quanto a pergunta e te permita avançar na busca de autores que discutem teoricamente esta temática. Como uma pequena contribuição, valorizando o teu esforço por compartilhar conosco, deixarei um questionamento sobre os teus registros de estágio. Focalizando na afetividade, tu terias dados já coletados do período de estágio? Que evidências tu poderia pensar inicialmente sobre isso? Quero destacar que nada impede que colete ou complemente os dados agora (através de entrevistas, observações, questionários, etc). Mas, apenas para que eu também possa olhar os teus registros anteriores de forma mais qualificada e entender a tua motivação eu gostaria de uma "pista", ok?
Um grande beijo e votos de um ótimo trabalho!
Profa. Nádie

Respondendo o comentário:

Realmente este assunto chamou bastante minha atenção durante meu estágio.

Durante este período pude perceber que muitos objetivos que pretendia alcançar em sala de aula, eram facilitados pela presença da afetividade entre meus alunos e eu.

Eu pude, aos poucos perceber, que quando há afetividade e respeito pelo aluno ele corresponde da mesma forma para conosco e isso é muito bom para o professor que consegue ter um domínio melhor da turma e também consegue desenvolver um trabalho mais articulado e com maior qualidade no processo ensino aprendizagem.

Quando digo controle da turma, não me refiro a autoritarismo mas sim conduzir um ambiente propício para a aprendizagem.

Com afetividade é muito mais fácil o aluno compreender o que se está investigando, pois ele se sente parte do processo, aceito, respeitado, valorizado, e isso contribui para a auto estima, consequentemente para a aprendizagem.

Estou convencida que isso é fato: com afetividade há um ambiente, um processo diferenciado na aprendizagem, se comparado com uma turma cujo o afeto não esteja presente.

Mas a pergunta é: Como isso ocorre? Por que? O que propicia isso? Há alguma influência social ou biológica nisso? Cognitiva talvez? É isso que quero descobrir no meu TCC. Quero descobrir como se dá este processo com embasamento teórico. E para isso tenho algumas fotos, falas dos alunos e também anotações de diário de classe. Claro que pretendo recolher mais informações para que seja possível tirar conclusões mais precisas.

sábado, 11 de setembro de 2010

Eixo 02 - Parte 02 - Semana 2

Revendo novamente as postagens e textos do eixo 02, foquei-me nas interdisciplinas ainda não visitadas tais como :

I - Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica

II - Fundamentos da Alfabetização

III - Seminário Integrador II

IV - Infâncias de 0 a 10 Anos

Dentro das leituras e trabalhos realizados nestas interdisciplinas, acredito que nenhum deles me ajudará na elaboração do meu TCC, pois os temas e assuntos abordados neles não condizem com o tema do meu trabalho de conclusão que é sobre a relação afetiva no processo ensino-aprendizagem.

sábado, 4 de setembro de 2010

Eixo 2 - Parte 01 - Semana 1

Visitando as postagens e as leituras dos textos realizadas durante o eixo 02 pude perceber que algumas interdisciplinas contribuíram indiretamente para a construção do meu TCC, como é o caso do seminário integrador 01.

A atividade da construção da tabela da organização do tempo me auxiliou não somente agora, na construção do meu trabalho de conclusão, mas também durante todo o curso na organização do meu tempo, coisa importantíssima para que a realização das atividades pudesse acontecer de forma significativa.

Já outras interdisciplinas, contribuíram e vão contribuir diretamente na construção deste trabalho, fornecendo suporte teórico para minhas pesquisas. Uma delas é a interdisciplina de Psicologia cujo Piaget trás algumas contribuições de como ocorre a aprendizagem no ser humano.

Continuarei fazendo as leituras do eixo 02 e retornarei para mais postagens...