Revisitando o eixo 7, pude relembrar muitas aprendizagens, entre elas, as descobertas feitas na interdisciplina de EJA.
Relendo alguns textos, pude compreender que na educação de jovens e adultos, é muito importante o respeito às experiências de vida destes alunos, pois são nas suas vivências, através delas e das reflexões que fazem sobre elas que se constituem a linguagem particular de cada indivíduo. E respeitá-las é o caminho para se desenvolver uma prática educativa voltada para suas especificidades culturais, onde indivíduos letrados utilizaram destes conhecimentos para oportunizar as novas aprendizagens. Desta forma, estaremos possibilitando na diferença, na sua condição de não crianças, a oportunidade para que a aprendizagem ocorra a um grupo de pessoas que por diversos motivos foram excluídos da escola regular.
Da mesma forma, a interdisciplina de Libras também abordou sobre questões históricas, como a exclusão dos surdos no Brasil, mostrando suas lutas e dificuldades ao longo dos tempos, para alcançarem o direito de terem reconhecido a sua identidade, sua comunidade e sua língua. Pois sabemos que os alunos com deficiência auditiva sofreram e ainda sofrem para serem inseridos nas escolas regulares e que por muito tempo foram considerados incapazes de aprenderem. E a interdisciplina Língua Brasileira de Sinais, oportunizou a compreensão e o conhecimento a respeito da cultura surda, onde a língua de sinais é um aspecto importantíssimo na construção da identidade, da cultura e da especificidade lingüística do indivíduo surdo.
Percebendo que a língua é tão importante na formação da identidade do indivíduo, a interdisciplina de Linguagem e Educação, propiciou a compreensão de que a escola deve priorizar a relação entre o saber do aluno e o saber escolar, flexibilizando a linguagem escolar para que os alunos não sejam obrigados a manipular sua linguagem para adequar-se as exigências da instituição, fato esse, responsável por grande parte das evasões e exclusões escolares nas diversas modalidades de ensino.
Complementando as interdisciplinas mencionadas até o momento, a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação propiciou a compreensão da necessidade e importância de um planejamento voltado para os conhecimentos prévios dos alunos, onde a linguagem seja acessível e a avaliação e o planejamento flexível, focado na observação e nas individualidades da turma, num crescente formular e reformular.
Da mesma forma, o Seminário Integrador trouxe-nos excelentes oportunidades de reflexão e aprimoramento quanto aos projetos de aprendizagens, ferramentas tão importantes em todo este processo. Importantes, pois eles priorizam as concepções trabalhadas durante o semestre, onde as hipóteses, conhecimentos, experiências e curiosidades dos alunos são consideradas, respeitando-se suas diferenças, linguagens particulares, enfim, existe uma relação mútua e cooperativa entre aluno e professor na construção das aprendizagens escolares.
sábado, 30 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Conclusão - Semana 8
Para compreendermos o processo de aprendizagem é necessário que tenhamos a consciência de que o professor não ensina.
A aprendizagem não é uma transmissão de conteúdos, ditada pelo professor e gravada pelo aluno.
Se o professor apenas ensina, ou seja, repassa único e exclusivamente conhecimento de forma tradicional não ocorre aprendizagem, mas sim uma temporária memorização. Aprendizagem é algo muito maior que isso.
O professor é apenas um meditizador de conhecimentos, organizando maneiras e oportunidades para que o aprender ocorra.
Organizando situações de envolvimento e troca, os alunos, juntamente com o professor vão construindo conhecimentos, ao mesmo tempo em que, convivem, se relacionam, brincam e constroem.
Os alunos, assim como nós, aprendem com o meio em que estão inseridos, com as vivências, com a prática social diária.
Simplesmente vivendo, eles já estão aprendendo. Quanto maior será esta aprendizagem se o professor utilizar este “social” para despertar conhecimento, construir aprendizagem?
Este é o grande trunfo do educador: trabalhar o social em sala de aula, recheado de afetividade, depertando a sua curiosidade e interesse do aluno, vai tornar a aprendizagem significativa.
Principalmente o que é significativo para o aluno, que desperta sua curiosidade e interesse.
Trabalhando com este propósito o educador é capaz de transformar um problema de aprendizagem em um agente transformador da aprendizagem e reverter o placar a seu favor. E o melhor, agradando e alegrando os educandos.
A aprendizagem não é uma transmissão de conteúdos, ditada pelo professor e gravada pelo aluno.
Se o professor apenas ensina, ou seja, repassa único e exclusivamente conhecimento de forma tradicional não ocorre aprendizagem, mas sim uma temporária memorização. Aprendizagem é algo muito maior que isso.
O professor é apenas um meditizador de conhecimentos, organizando maneiras e oportunidades para que o aprender ocorra.
Organizando situações de envolvimento e troca, os alunos, juntamente com o professor vão construindo conhecimentos, ao mesmo tempo em que, convivem, se relacionam, brincam e constroem.
Os alunos, assim como nós, aprendem com o meio em que estão inseridos, com as vivências, com a prática social diária.
Simplesmente vivendo, eles já estão aprendendo. Quanto maior será esta aprendizagem se o professor utilizar este “social” para despertar conhecimento, construir aprendizagem?
Este é o grande trunfo do educador: trabalhar o social em sala de aula, recheado de afetividade, depertando a sua curiosidade e interesse do aluno, vai tornar a aprendizagem significativa.
Principalmente o que é significativo para o aluno, que desperta sua curiosidade e interesse.
Trabalhando com este propósito o educador é capaz de transformar um problema de aprendizagem em um agente transformador da aprendizagem e reverter o placar a seu favor. E o melhor, agradando e alegrando os educandos.
domingo, 17 de outubro de 2010
Eixo 6 - Semana 7
Revisitando alguns textos e postagens, pude perceber que, muitos assuntos puderam ser estudados dentro das propostas interdisciplinares e eu estes vieram contribuir para a compreensão e elaboração do meu TCC.
Conforme estudado na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, Piaget ressalta que a aprendizagem e o desenvolvimento só acontecerão mediante a interação e a ação.
Somente existe aprendizagem com cooperação. E esta se dá mediante ao estabelecimento de vínculos sociais e comprometimento com o bem estar dos outros, respeitando as diversidades e as diferenças do grupo que está inserido. Desta forma, se consegue respeitar regras e se relacionar amigavelmente com os outros, sabendo delimitar seu espaço, seus direitos e deveres.
Conforme (estudado na Interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II), na cooperação, o aluno pode argumentar, por meio do uso da razão.
No momento que conseguem serem autores de seus escritos, expressando o que eles criaram ou vivenciaram sem terem uma obra especifica para copiarem, eles estão em construção do conhecimento e ao momento em que lêem e compartilham seus escritos, estão em processo de aprendizagem e em desenvolvimento.
A escola, como instituição de ensino, bem como nós educadores, temos a responsabilidade de fornecer não apenas formação acadêmica, mas também formação moral. E nesta tomada de consciência, a interdisciplina Filosofia da Educação oportunizou reflexões de grande importância, levando-me a perceber o exemplo do professor é primordial frente aos nossos alunos.
Esta interdisciplina também enfatizou a importância de termos o cuidado de não fazermos com que nossos alunos pensem como nós, mas sim possibilitar meios para que ele desenvolva seu próprio pensamento reflexivo sobre o mundo, sendo capaz de respeitar as diversidades e os valores de cada indivíduo.
Somente com uma educação verdadeira e igualitária, a qual proporcione mecanismos de reflexão frente à realidade social, o indivíduo será capaz de pensar com criticidade, construindo hipóteses e formulando novas concepções de enxergar o mundo, sendo capaz de libertar-se dos conceitos pré-determinados pela sociedade.
Conforme estudado na interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, Piaget ressalta que a aprendizagem e o desenvolvimento só acontecerão mediante a interação e a ação.
Somente existe aprendizagem com cooperação. E esta se dá mediante ao estabelecimento de vínculos sociais e comprometimento com o bem estar dos outros, respeitando as diversidades e as diferenças do grupo que está inserido. Desta forma, se consegue respeitar regras e se relacionar amigavelmente com os outros, sabendo delimitar seu espaço, seus direitos e deveres.
Conforme (estudado na Interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II), na cooperação, o aluno pode argumentar, por meio do uso da razão.
No momento que conseguem serem autores de seus escritos, expressando o que eles criaram ou vivenciaram sem terem uma obra especifica para copiarem, eles estão em construção do conhecimento e ao momento em que lêem e compartilham seus escritos, estão em processo de aprendizagem e em desenvolvimento.
A escola, como instituição de ensino, bem como nós educadores, temos a responsabilidade de fornecer não apenas formação acadêmica, mas também formação moral. E nesta tomada de consciência, a interdisciplina Filosofia da Educação oportunizou reflexões de grande importância, levando-me a perceber o exemplo do professor é primordial frente aos nossos alunos.
Esta interdisciplina também enfatizou a importância de termos o cuidado de não fazermos com que nossos alunos pensem como nós, mas sim possibilitar meios para que ele desenvolva seu próprio pensamento reflexivo sobre o mundo, sendo capaz de respeitar as diversidades e os valores de cada indivíduo.
Somente com uma educação verdadeira e igualitária, a qual proporcione mecanismos de reflexão frente à realidade social, o indivíduo será capaz de pensar com criticidade, construindo hipóteses e formulando novas concepções de enxergar o mundo, sendo capaz de libertar-se dos conceitos pré-determinados pela sociedade.
sábado, 9 de outubro de 2010
Eixo 5 - Semana 6
Revisitando as interdisciplinas do eixo 05, uma especificamente me chamou bastante a atenção por conter informações bastante pertinentes ao tema do meu TCC.
A interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade, auxiliou com textos que mostraram a importância de se desenvolver um trabalho comprometido com o social do educando, procurando desenvolver suas capacidades argumentativas, conduzindo-o a reflexão crítica da realidade que está inserido, o que é de extrema relevância em sala de aula.
Isto só se consegue mediante uma prática que proporcione momentos e mecanismos capazes de ajudar o aluno a se tornar um sujeito pesquisador, curioso, que interfira no seu meio, transformando e realizando mudanças que nele achar necessárias.
Neste contexto, a liberdade e o incentivo a expressão são fundamentais, pois são eles mecanismo de mudança social, que levará o aluno `a dignidade nas escolhas e a sua própria autonomia.
No entanto, cabe ressaltar que “ensinar não é transferir conhecimento” (Paulo Freire, Ped. Auto. pág. 52), mas fornecer condições para sua construção, respeitando os conhecimentos pré construídos dos alunos e também suas realidades.
O educador não pode achar que sabe tudo e que é ele que vai repassar os conhecimentos. Primeiramente, para ser professor é preciso ser humilde. Reconhecer que “Ensinar exige consciência do inacabado” (Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, pág. 55). Ensinamos mas também aprendemos com nossos alunos, e muito.
Não podemos acreditar que estamos sempre certos e que somos donos da verdade. Paulo Freire diz que pensar é ter a capacidade de duvidar de nossas próprias certezas, de questionar nossas verdades. É isto que temos que desenvolver em nossos educandos, torná-los seres pensantes e reflexivos.
Por isso em uma práxis educativa, é importante se desenvolver mecanismos que contribuam para a reflexão e expressão, sempre respeitando a autonomia de cada aluno, bem como sua realidade social.
Esta interdisciplina vai contribuir em muito na elaboração do meu TCC, pois o social está intimamente ligado com a aprendizagem. E Vygotsky diz que é a qualidade das interações sociais que o ser humano se constrói e determina seu desenvolvimento.
A interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade, auxiliou com textos que mostraram a importância de se desenvolver um trabalho comprometido com o social do educando, procurando desenvolver suas capacidades argumentativas, conduzindo-o a reflexão crítica da realidade que está inserido, o que é de extrema relevância em sala de aula.
Isto só se consegue mediante uma prática que proporcione momentos e mecanismos capazes de ajudar o aluno a se tornar um sujeito pesquisador, curioso, que interfira no seu meio, transformando e realizando mudanças que nele achar necessárias.
Neste contexto, a liberdade e o incentivo a expressão são fundamentais, pois são eles mecanismo de mudança social, que levará o aluno `a dignidade nas escolhas e a sua própria autonomia.
No entanto, cabe ressaltar que “ensinar não é transferir conhecimento” (Paulo Freire, Ped. Auto. pág. 52), mas fornecer condições para sua construção, respeitando os conhecimentos pré construídos dos alunos e também suas realidades.
O educador não pode achar que sabe tudo e que é ele que vai repassar os conhecimentos. Primeiramente, para ser professor é preciso ser humilde. Reconhecer que “Ensinar exige consciência do inacabado” (Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, pág. 55). Ensinamos mas também aprendemos com nossos alunos, e muito.
Não podemos acreditar que estamos sempre certos e que somos donos da verdade. Paulo Freire diz que pensar é ter a capacidade de duvidar de nossas próprias certezas, de questionar nossas verdades. É isto que temos que desenvolver em nossos educandos, torná-los seres pensantes e reflexivos.
Por isso em uma práxis educativa, é importante se desenvolver mecanismos que contribuam para a reflexão e expressão, sempre respeitando a autonomia de cada aluno, bem como sua realidade social.
Esta interdisciplina vai contribuir em muito na elaboração do meu TCC, pois o social está intimamente ligado com a aprendizagem. E Vygotsky diz que é a qualidade das interações sociais que o ser humano se constrói e determina seu desenvolvimento.
sábado, 2 de outubro de 2010
Eixo 4 - Semana 5
Revisitando o eixo 04, mais precisamente a interdisciplina de Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, pude perceber e relembrar que o homem constrói sua história no dia-a-dia e em todos os momentos e esta história adquire os aspectos e característica do local e da época que ocorreu.
Sendo tão importante e estando ligada diretamente a vida humana em todo seu contexto, as noções de tempo e o espaço precisam ser trabalhados e estarem muito bem desenvolvidos em nossos alunos.
Percebi que para que o aluno construa este conceito o professor precisa trabalhar partindo de fatos marcantes de sua vida, de experiências vividas pelas crianças e que fazem parte de seu contexto histórico e social.
Ajudar o educando a perceber que fatos do presente são decorrentes das marcas do passado e que o futuro depende do que fazemos hoje.
Com base nesses dados, percebi a importância de realizar a minha pesquisa de campo (entrevista) com alunos de uma mesma faixa etária e de uma mesma região. Por isso, escolhi a faixa etária dos 20 aos 30 anos.
Além disso, outro aspecto que está presente na fundamentação teórica do meu TCC, cujos estes dados vieram complementar, é a importância de se respeitar a fase de desenvolvimento em que se encontram cada criança.
As noções de tempo dividem-se em três fases:
Estágio sensório motor: A criança começa a utilizar e identificar o antes e o depois, mas não identifica o processo de continuidade do tempo.
Estágio intuitivo: A criança ainda não consegue identificar a ordem sucessiva dos fatos, nem coordenar a duração dos mesmos, agindo por tentativas de ensaio e erro.
Estágio operatório: A criança começa a construir noções de ordem e sucessão, percebendo que os fatos possuem duração, simultaneidade e continuidade.
As noções de espaço dividem-se em quatro fases:
Espaço perceptivo:As crianças começam a desenvolver noções como em baixo, em cima, direita, esquerda, longe, perto...
Espaço representativo:É a fase em que a criança desenvolve a função simbólica, sendo capaz de substituir uma ação por um símbolo, surgimento da linguagem.
Espaço intuitivo:É quando a criança é capaz de compor uma ordem, seja de fatos ou de objetos, no entanto, não consegue construí-la na ordem inversa.
Espaço operatório:É quando ela consegue construir uma ordem de fatos ou objetos e também modificar facilmente esta ordem.
Pude perceber também, que o espaço e o tempo podem ser estudados separadamente, no entanto, eles ocorrem simultaneamente e um este intimamente ligado ao outro.
Sendo tão importante e estando ligada diretamente a vida humana em todo seu contexto, as noções de tempo e o espaço precisam ser trabalhados e estarem muito bem desenvolvidos em nossos alunos.
Percebi que para que o aluno construa este conceito o professor precisa trabalhar partindo de fatos marcantes de sua vida, de experiências vividas pelas crianças e que fazem parte de seu contexto histórico e social.
Ajudar o educando a perceber que fatos do presente são decorrentes das marcas do passado e que o futuro depende do que fazemos hoje.
Com base nesses dados, percebi a importância de realizar a minha pesquisa de campo (entrevista) com alunos de uma mesma faixa etária e de uma mesma região. Por isso, escolhi a faixa etária dos 20 aos 30 anos.
Além disso, outro aspecto que está presente na fundamentação teórica do meu TCC, cujos estes dados vieram complementar, é a importância de se respeitar a fase de desenvolvimento em que se encontram cada criança.
As noções de tempo dividem-se em três fases:
Estágio sensório motor: A criança começa a utilizar e identificar o antes e o depois, mas não identifica o processo de continuidade do tempo.
Estágio intuitivo: A criança ainda não consegue identificar a ordem sucessiva dos fatos, nem coordenar a duração dos mesmos, agindo por tentativas de ensaio e erro.
Estágio operatório: A criança começa a construir noções de ordem e sucessão, percebendo que os fatos possuem duração, simultaneidade e continuidade.
As noções de espaço dividem-se em quatro fases:
Espaço perceptivo:As crianças começam a desenvolver noções como em baixo, em cima, direita, esquerda, longe, perto...
Espaço representativo:É a fase em que a criança desenvolve a função simbólica, sendo capaz de substituir uma ação por um símbolo, surgimento da linguagem.
Espaço intuitivo:É quando a criança é capaz de compor uma ordem, seja de fatos ou de objetos, no entanto, não consegue construí-la na ordem inversa.
Espaço operatório:É quando ela consegue construir uma ordem de fatos ou objetos e também modificar facilmente esta ordem.
Pude perceber também, que o espaço e o tempo podem ser estudados separadamente, no entanto, eles ocorrem simultaneamente e um este intimamente ligado ao outro.
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