Revendo as postagens realizadas aqui neste blog portfólio, mais precisamente as postagens referentes aos eixos 2 e 3 (pois no eixo 1 não me encontrava no pead ainda), pude refletir sobre alguns temas trabalhados e perceber que atualmente vários desafios e lacunas norteiam a práxis educativa de nossas escolas e professores.
Os educadores muitas vezes trabalham dando ênfase a métodos e técnicas que em nada colaboram para o crescimento psicossocial do educando.
O professor deve ter a consciência da necessidade de trabalharmos, não apenas para formação de seres profissionais, mas sim para a formação de um cidadão ativo e participante na construção de uma sociedade mais justa e livre.
Precisamos trabalhar em prol da conscientização social. E isso só conseguiremos através de um trabalho voltado para a realidade, onde esta seja refletida, indagada e analisada dentro de um contexto real e que esteja ligada a vivencia do educando.
Precisamos nos tornar educadores transformadores. Tornando o nosso dia-a-dia em sala de aula em um momento fecundo, tendo a convicção na superação das injustiças sociais, políticas e econômicas.
E para isso, é preciso que deixemos de lado os métodos mecânicos de ensino e passemos a encarar a aprendizagem como um ato de construção, criação e invenção.
E as postagens em discussão, serviram para compreensão do processo ensino aprendizagem e como ele ocorre na criança. Além dos fatores sociais, cognitivos e motivacionais que culminam como facilitadores neste processo. No entanto, somente estes fatores não são suficientes para que a aprendizagem se dê de forma completa e significativa.
Neste caminho a percorrer, é de extrema ajuda estabelecer um plano político pedagógico firmado em concepções consistente e eficazes, centrado na realidade social e cultural do educando. Trabalhando com fatos que estão acontecendo no momento e que sejam significantes para os alunos.
Pode parecer simples e sem importância, mas trabalhando o real e o significativo e levando-o a reflexão é que iremos conseguir que o educando seja um ser pensante e participativo.
E é essa a função do professor, ser mediatizador da construção do conhecimento.
Pois só haverá uma real aprendizagem se com ela ocorrer a conscientização dos envolvidos.
E se nós professores, queremos que nossos aluno sejam cidadão críticos e participantes, cabe primeiro a nós refletir sobre nossa prática docente e participar de sua transformação, para através dela poder melhor colaborar para a conscientização destes.
É como diz o grande Paulo Freire:
“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão, mediatizados pelo mundo”.
Oi Mineide,
ResponderExcluirEstá excelente a tua postagem de fechamento do mês de setembro! Fiquei com uma dúvida e vou aproveitar esse comentário para compartilhar: a tua postagem dá a entender que o professor deve refletir sobre suas práticas docentes, se colocar como mediadores nas aprendizagens, etc. Até aqui eu havia entendido como um ato pessoal, quase individual, mas em certo ponto tu traz o PPP, que deve ser uma construção coletiva, negociada...Minha dúvida é: como se deu esta articulação entre a tua postura reflexiva e o ppp da escola onde tu fez estágio? Houve sintonia entre os objetivos, prioridades, etc? Seguimos...
Um carinhoso abraço e votos de uma ótima semana!
Profa. Nádie
Olá Nádie!!!
ResponderExcluirA escola onde trabalhei me deu liberdade para conduzir meu trabalho pedagógico e isso facilitou bastante articulação do PPP com as teorias aprendidas e estudaddas no curso. Com isso, a implantação de conceitos de identidade, socialização, lúdico, e tantos outros puderam ser explorados de forma que viessam a contribuir para o desenvolvimento e aprendizagem dos educandos. Ou seja, minha prática de estágio foi uma experiência única e a escola, além de me dar liberdade para conduzir meu planejamento, também auxiliou-me sempre que possível, mantendo um vínculo de trocas muito importante.
Mineide.